Verme! - Jim Carbonera (resenha)

                                                                    
Autor: Jim Carbonera
Editora: Boêmia Urbana
Número de páginas: 192
Ano: 2014
                                                                    
SINOPSE: Seguindo o estilo do realismo urbano e transgressivo, Jim Carbonera nos apresenta a cultura porto-alegrense e as pessoas que a cercam. Evidencia Rino Caldarola, um protagonista angustiado que se compara a um verme e não acredita na realização do seu sonho: conseguir conhecimento no meio literário. Ao mesmo tempo corre atrás desse objetivo, inspirando-se em shows underground de rock and roll, viagens pelo interior do Rio Grande do Sul e no estranho relacionamento com Diana; um relacionamento casual - ou nem tão casual assim - que confundirá ainda mais os sentimentos e os princípios de Rino.
                                                                    
RESENHA: A história se passa em Porto Alegre, Rio Grande do Sul e é dividida nas quatro estações. Rino Caldarola é o protagonista. Com sua personalidade forte, direta, Rino conquista o leitor. Ele não faz rodeios, fala o que quer na hora, sem enrolação, causando muitas vezes situações de desconforto. Sempre com sua garrafa de rum e seus cigarros, Rino segue a vida.
Seus pais são separados, mas vivem no mesmo teto. Junto deles, vive Rino e Martina, sua irmã. Rino também tem um irmão, mas mora fora do país.
Rino sonha em ser escritor, até agora só escreveu um livro de contos puxado pra sexualidade e a violência. Quer escrever um romance, mas sofre de um bloqueio mental e da falta de inspiração. Ele vive um "relacionamento" com a índia Cauana. Não se assumem e não chamam de namoro, mas a conexão entre eles é forte e o sentimento inevitável. Tudo muda quando Cauana recebe uma oportunidade de emprego imperdível e tem que deixar a cidade. Rino ficou abalado, lógico, só que sua personalidade mulherengo não deixou ele ficar muito tempo assim, logo foi atacar novas garotas.
Ao sair com seu amigo Pedro, conhecido como Pedroca, para ir ao show de uma banda de Rock and Roll, o Quartel das Cervejas, Rino conheceu Diana. Diana é amiga de Pedroca pois fizeram curso de moda juntos. Uma mulher encantadora, doce, mas ao mesmo tempo impactante, sabe deixar sua marca, independente. Não deu outra, Rino investiu.
Com o passar do tempo, o romance de Rino e Diana foi se prolongando, já esquecendo por completo a índia, Rino aproveitava cada vez mais os momentos que podia com Diana.
Vivendo muitas aventuras, tanto sexuais como em parceria dos amigos, o ano de Rino valeu a pena. A não ser pela parte da herpes e da hemorroida (hahahahaah).
 Gostei muito da escrita do autor, caracterizou perfeitamente o protagonista, uma narração direta, sem enrolação. A narração é meio agressiva, não estava acostumada a ler livros narrados desta forma, mas preciso dizer pra vocês, eu amei. O autor conseguiu criar Rino de um jeito apaixonante, do qual o leitor com certeza iria querer ter por perto, apesar da brutalidade do personagem, ele carrega consigo grandes doses de amor.
Geralmente, as pessoas que tiram fotos deste livro colocam taças e bebidas junto, para simbolizar o vício de Rino. Eu, coloquei os papéis e as canetas com outra intenção. Na minha opinião, Rino é um escritor sem inspiração, não consegue escrever o romance pois não achou a pessoa certa, quando achar, a inspiração virá de uma maneira inevitável, assim como a vontade de mante-lá sempre por perto. Acho que a Diana não é a pessoa certa.
Como eu moro perto de Porto Alegre, me identifiquei bastante com a narração de certos lugares. Jim fala dos shoppings que eu costumo frequentar e até das lojas que tem neles, consegui ler e visualizar a imagem perfeitamente em minha cabeça, adorei isso. Quem não conhece, poderá também. A narrativa é bem explicativa.
Minha única ressalva deste livro é que o autor não deixou claro quem enviou as cartas para Rino, ficamos na expectativa para nos surpreender e no final, não descobrimos.

SOBRE A EDIÇÃO: Na capa vemos um homem que era pra ser Rino, só que ele não caracterizou-o muito bem. Rino tem cabelos longos e barba comprida, o homem da foto, não. A bebida e a taça já simbolizaram bastante, como eu disse, Rino vivia bebendo. As folhas são amarelas bem clarinhas, quase um branco.  O material da capa não é muito duro, mas também não é aquele material mole, fininho. Este tipo de papel ajuda na conservação do livro por um bom tempo.
EM UMA FRASE: Apesar de tudo, torço por Rino e Diana.
                                                                    
NOTA

2 comentários

  1. Nossa, QUE LIVRO!
    Amei a resenha, me interessei muito por ele

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  2. Já li, gostei bastante da personalidade de Rino.

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