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Autor: Brenda Bernsau
Editora: Editora Jaguatirica
Número de páginas: 298
Ano: 2016
Edição: 1
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SINOPSE: Uma caixinha de música quebrada. Foi o que Sophia e Alexia, duas crianças que vivem em um vilarejo afastado, herdaram da avó que as criou. Isso, e o forte vínculo que uma criou pela outra. O objeto, que inicialmente parecia inútil, mostra ser possuidor de grandes poderes quando as crianças conhecem Prisca, uma desconhecida irmã da falecida avó. Através da magia da caixinha, ambas são transportadas para um mundo onde há dois sóis, criaturas fantásticas de todas as espécies e uma natureza impensável. No entanto, as irmãs acabam sendo separadas por forças maiores e, tendo de sobreviver uma sem a outra, elas enfrentam numerosos desafios. Sophia acaba por ser amaldiçoada, enquanto que Alexia perde a memória. E, para agravar ainda mais a situação, o mundo maravilhoso está em colapso. Agora, apenas se superando, contando com a ajuda de bons amigos, do curiosíssimo Prometeu e do legado deixado pela avó, as irmãs poderão salvar a si mesmas e ao Mundo além daqui. 
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RESENHA: Sophia e Alexia são irmãs e bem no início do livro nos damos de cara com Prisca, irmã de sua avó. Sophia já há muito tempo frustrada devido à caixinha quebrada, sentiu uma felicidade imensa quando Prisca conseguiu fazê-la funcionar. O apego da garota por aquela caixinha era enorme, afinal, foi o presente que recebeu de sua avó antes dela falecer.
O que não estava no plano das garotas, é que um vendaval atingiria o local que estavam logo após a caixinha começar a tocar. A principio, se assustaram ao ver uma silhueta estranha na janela da casa, quando foram na rua conferir, o susto. O vendaval tinha levantado tudo dentro da casa, a destruição foi quase total, já na rua, o estrago foi mínimo.
Logo acharam a tal silhueta, se tratava de uma pessoa diferente, Jaci Tererê. A mesma deu uma missão às duas garotinhas: Teriam que trazer as frutas mais docinhas.  
"Docinha como confeito confeitando colmeia melificada. Nem mais, nem menos, nem mais ou menos."
Apesar de estarem completamente perdidas, já que tudo ao seu redor teria mudado (inclusive notaram a presença de dois sóis), as duas irmãs começaram sua jornada atrás das frutas de Jaci Tererê. Não demorou muito para que dessem de cara com uma nova figura, era Prometeu. Mal sabiam elas, mas essa pessoa curiosíssima era o anjo da guarda de ambas, Prometeu guiou-as durante todas suas aventuras, sempre com seus enigmas a serem decifrados.
 Por um descuido das irmãs, as mesmas acabaram sendo separadas. Após encontrar com muitos personagens fantásticos como Peixes falantes, Fadas, Trolls, Gigantes, Sophia reencontra Prisca. A velhinha oferece à garota algumas frutas nunca vistas. 
"Havia um pomo de mel cristalizado, cuja cor jalne reluzia em seus pontículos de açúcar; algumas bagas tinham tom róseo e aveludado, compunham-se em pequenos cachos cujas formas aludiam a estrelas; finalmente, havia algo que parecia castanha recoberta por alguma sorte de creme arroxeado." 
 Por sorte, apareceram novas criaturas que acabaram distraindo a garota, impedindo-lhe de comer os frutos. Passando por novos desafios, Sophia acabou se vendo perdida no meio do nada, não sabendo o que fazer teve uma ideia: Comer os frutos. 
A garotinha apagou, acordou no dorso de uma Zaratan e descobriu o pior: As frutas eram enfeitiçadas e quando o segundo sol se pôs-se, a garota viraria pedra. A única maneira de evitar isso, seria entrando em um labirinto para achar o Pilar do Oeste, local onde encontraria uma nota de música para tocar na sua caixinha e evitar o efeito.
Por outro lado, Alexia não se lembrava de nada. Prisca apareceu, tornando-se amiga da garotinha e envenenando-a contra a irmã.

Depois de passarem por muitas coisas, finalmente as irmãs se encontraram novamente e apesar de Alexia não se lembrar de Sophia, sentiu um sentimento de amor crescer dentro de si.
Com a ajuda de muitas criaturas fantásticas e do inteligentíssimo Prometeu, as garotas passaram por muita coisa, como por exemplo o Evento Balacobaco, ou quase participar da Corrida-sem-fim, mas finalmente conseguiram concluir sua jornada. Não a de levar os frutos à Jaci Tererê, concluíram o que foi pedido no seu subconsciente, a paz do outro mundo.

MINHA OPINIÃO: Por ser um livro brasileiro, a autora brincou com o folclore daqui. O livro tem a presença do Curupira, Boitatá, Mula sem cabeça, Sereias, Saci Pererê, além de muitas outras criaturas. Tive alguma dificuldade para ler por causa dos muitos nomes e descrições que aparecem, por isso demorei um pouco. Com alguma dificuldade pra decorar tudo, inclusive o nome dos locais, finalizei a leitura e gostei bastante da mensagem que a mesma me passou. Se você der amor à alguém, com amor será retribuído. O mesmo da vingança, do ódio, da paz.. Todo sentimento proporcionado irá voltar de alguma forma para nós. Fui completamente surpreendida pela capacidade de dar nomes da autora, não tenho o mínimo da criatividade da Brenda, isso é uma qualidade ótima!

EM UMA FRASE: Posso ter o Prometeu só pra mim? hahahahaah

SOBRE A EDIÇÃO: A capa é simplesmente MAGNÍFICA. Eu não conhecia o trabalho dessa editora, mas estou apaixonada pelo trabalho gráfico deles, a capa é toda bem feita, sem "risco torto" algum. Nunca tinha lido nenhum livro com essas páginas, são meio plastificadas, completamente brancas (isso prejudicou um pouco). O livro tem 298 páginas, mas ele é bem fininho, não aparenta ter mais do que 150. Não achei erros de revisão, a editora está de parabéns!!

 OBSERVAÇÕES: Se o livro físico for comprado no site da Editora Jaguatirica, o frete é grátis e custa apenas R$42,90. Para acessar o site do livro, basta clicar aqui. Ele está em promoção na livraria cultura, mas somente o digital, por apenas R$10,00, só clicar aqui para conferir.
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NOTA:
 

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