Hoje, dia 15 de julho, meio do mês, venho trazer a resenha do livro do mês para o projeto Lendo Jojo Moyes. Acompanhe o projeto: aqui

           Nesse mês eu li "A última carta de amor", já tinha ouvido muita gente falar super bem desse livro, resolvi ler e tirar a própria conclusão, rs.

Título: A última carta de amor
Autor: Jojo Moyes
Ano: 2016
Edição: 2
Número de páginas: 384
Editora: Intrínseca
Título original: The last letter from your love
ISBN: 978-85-8057-957-4
Skoob: aqui

SINOPSE: O primeiro livro de Jojo Moyes publicado pela Intrínseca, relançado com nova capa.
Londres, 1960. Ao acordar em um hospital após um acidente de carro, Jennifer Stirling não consegue se lembrar de nada. De volta a casa com o marido, ela tenta, em vão, recuperar a memória de sua antiga vida. Por mais que todos à sua volta pareçam atenciosos e amáveis, Jennifer sente que alguma coisa está faltando. É então que ela descobre uma série de cartas de amor escondidas, endereçadas a ela e assinadas apenas por 'B', e percebe que não só estava vivendo um romance fora do casamento como também parecia disposta a arriscar tudo para ficar com seu amante.
Quatro décadas depois, a jornalista Ellie Haworth encontra uma dessas cartas endereçadas a Jennifer durante uma pesquisa nos arquivos do jornal em que trabalha. Obcecada pela ideia de reunir os protagonistas desse amor proibido – em parte por estar ela mesma envolvida com um homem casado –, Ellie começa a procurar por 'B', e nem desconfia que, ao fazer isso, talvez encontre uma solução para os problemas do próprio relacionamento.
Com personagens realisticamente complexos e uma trama bem-elaborada, A última carta de amor entrelaça as histórias de paixão, adultério e perda de Ellie e Jennifer. Um livro comovente e irremediavelmente romântico.


               A última carta de amor é um livro no mínimo, incrível.
               Eu nunca tinha lido nada da Jojo, li achando que seria um livro baseado somente no romance, nunca estive tão errada. O livro aborda diversos assuntos como traição, amor verdadeiro, autonomia das mulheres e diferença de classes sociais. 
               O livro é narrado por Jennifer em 1960 e por Ellie, nos dias de hoje. Ellie é jornalista, trabalha no Nations e está procurando documentos de 50 anos atrás na intenção de ver o que mudou. Já desanimada por não ter encontrado nada e quase desistindo, ela acha algo. Uma carta. Uma carta do dia 4 de outubro de 1960 escrita a mão. Nela, vemos um homem completamente apaixonado que vive um romance impossível, já que a sua amada é casada. B se declara de uma maneira que acaba deixando a garota com um pingo de inveja e tristeza, já que seu namorado (que coincidentemente, é casado) a trata de uma maneira muito mais fria.
               Descobrimos paralelamente o que aconteceu com Jennifer, o porquê de duas pessoas que se amam tanto não terem ficado juntos e a jornada de Ellie atrás de B
               A história mexe muito com a questão da imagem feminina no século passado, muitas vezes que mesma quis entrar na história e dizer pra Jennifer "Acoooordaaa, prefere ser infeliz a tomar uma atitude arriscada? Mulher, vá viver!!" mas nós acabamos descobrindo o que aconteceu para ela não ter largado seu marido e, a cereja do bolo, quem é B. 
               Será que um amor verdadeiro pode ser reacendido depois de tanto tempo? O que aconteceu com Jennifer? Como ficou a situação de Ellie com John?  São perguntas que eu fiz até a última página do livro, mas que acabaram sendo muito bem esclarecidas. A história não deixa furo, todos os mínimos detalhes tem um motivo de estarem ali. 
              No inicio eu achei o livro bem confuso e cansativo. Por intercalar duas histórias, acabamos demorando um pouco para pegarmos o ritmo de leitura. Sem contar que existem vários personagens e isso dificultou um pouco mais (sou péssima para gravar nomes). Depois que entendi a trama e peguei o ritmo, li em uma sentada, acreditem, rs.  Nós ficamos o tempo todo torcendo pelo amor de Jennifer e B, ao mesmo tempo que queremos que Ellie se dê bem nesse quesito, afinal..
"Idade não é proteção contra os riscos do amor" - pág. 375


              O livro foi me conquistando aos poucos, li com as expectativas lá em cima já que já tinha ouvido falar muito deste livro. Achei que iria me decepcionar, realmentee, no inicio a narração é mais lenta. Até a metade da história, não conseguimos sentir o amor que a Jojo quis descrever. Esse foi o primeiro livro que eu li da autora e de um modo geral, acabei gostando. E você, já leu algum livro da Jojo? Qual sua indicação para eu ler em agosto?

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